Dirigentes voltam a ECT/SC para reunião com o diretor regional

Na segunda-feira, dia 4/6, os dirigentes do Sintect/SC realizaram reunião com o representante do diretor regional da ECT/SC na sede da direção regional no Centro Operacional e Administrativo (COA), em São José.

Na segunda-feira, dia 4/6, os dirigentes do Sintect/SC realizaram reunião com o representante do diretor regional da ECT/SC no Centro Operacional e Administrativo (COA), em São José. A reunião faz parte da agenda de encontros solicitados pela direção do Sintect/SC a diretoria regional com o objetivo de tratar das situações pontuais dos trabalhadores dos Correios em SC. Pela segunda vez o diretor regional não participou da reunião.

A reunião contou com a presença dos dirigentes do Sintect/SC Hélio Samuel de Medeiros, Gilmar Abati e Ricardo de Vieira e Silva e do assessor jurídico André Bono. Do lado da empresa os representantes da ECT/SC o diretor adjunto Ary Candido Martins Filho, o ASGET João Batista, da GEOPE Paulo João e do COSUP Ayser Fernandes Regis. Ficou para a próxima reunião, agendada para o dia 21/06, a discussão sobre a situação dos delegados sindicais e as más condições de trabalho nas unidades. A seguir acompanhe os encaminhamentos dos pontos tratados na reunião.

A seguir acompanhe os encaminhamentos dos pontos tratados na reunião:

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Ata das reuniões com a diretoria regional

Os dirigentes do Sintect/SC reclamaram da dificuldade em obter as atas das reuniões com a diretoria regional. As atas não foram assinadas pelos dirigentes dos Sintect/SC porque muitos pontos tratados na reunião não foram contemplados no texto. A proposta é ter a ata ao final de cada reunião com todos os encaminhamentos registrados no documento.

SID\'s pelo não cumprimento de horas-extras

O sindicato em outras reuniões já havia solicitado a direção regional que se tenha como pratica a flexibilização na solicitação do cumprimento de horas-extras. No texto da CLT consta que a realização de hora-extra ocorre a partir de um acordo entre empresa e trabalhador. 

Em caso ocorrido em algumas unidades no estado, as convocações estão servindo como forma de punição aos trabalhadores. Ao retornar para a unidade, o trabalhador é informado pelo gestor que deverá, na sequência, cumprir horas-extras.

Por este motivo o Sintect/SC tem acionado o Ministério Público contra a ECT. O juiz tem concedido parecer favorável aos trabalhadores. Portanto, o sindicato sugere que ao invés de se fazer convocações, que seja feito o convite, perguntando qual trabalhador tem interesse em fazer hora-extra, sem penalizar um ou outro trabalhador.

A diretoria regional disse que vai avaliar os casos específicos e pontuar onde houve exagero nas convocações. Os excessos e situações de assédio moral serão averiguados pela empresa, e respondidos ao sindicato. Sobre as convocações a orientação por parte da empresa é que seja feito o convite ao trabalhador. 

Contratação de concursados

Os diretores da ECT/SC admitiram que a culpa pelas convocações ocorre pela falta de trabalhadores, seja por falta ao trabalho (absenteísmo) ou escala de férias. Entretanto, o sindicato ressalta que em muitas regiões os candidatos aprovados em Concurso Público, não estão sendo chamados ao trabalho.

O sindicato tem orientado aos candidatos a buscarem na Justiça garantir a sua vaga. A ECT/SC informou que no dia 11/06, iria a Brasília pedir a reposição das vagas por licença médica de mais de 90 dias. A intenção da direção estadual é obter mais 140 vagas.

Formulários de resto

O formulário de resto tem prejudicado os trabalhadores, pois é uma forma do gestor isentar-se da responsabilidade no redimensionamento e no acompanhamento do carteiro para averiguação visual das condições do trabalho externo.

Em algumas unidades o gestor exige do trabalhador a saída da unidade para o distrito, carregando todas as correspondências, mesmo sabendo que é humanamente impossível cumprir as entregas.

Ao retornar para a unidade, o  trabalhador tem sido pressionado a preencher o formulário de resto informando a quantidade de correspondências não entregues. Ao preencher o formulário o trabalhador estará vulnerável a receber SID.

O sindicato mantém a orientação para que o trabalhador não assine o formulário de resto. A empresa justifica afirmando que essa é uma pratica de gestão da unidade. Como exemplo os dirigentes relataram a situação ocorrida em Jaraguá do Sul, onde o carteiro saiu com 300 registrados, e, para realizar o trabalho, teria de cumprir carga horária de 15 horas.

O sindicato vai encaminhar os casos denunciados pelos trabalhadores para a direção regional. Foi determinado que o ASGET enviará uma resposta ao sindicato com esclarecimentos sobre o formulário e sua aplicação.

Trabalhador tem direito a se manter no PCCS 1995

O sindicato destacou que a Justiça concedeu o direito ao trabalhador permanecer no PCCS 1995. Caso isso não seja concedido o sindicato vai entrar na Justiça. Dia 8/6 foi a data limite para regularizar a situação dos trabalhadores.

De acordo com a direção a resposta do CEGEP é a seguinte: “Os empregados que retornaram ao cargo do PCCS 1995 - isso é uma opção que a empresa dava – ou seja, não ficaram no PCCS 2008, não foram excluídos do SNT, continuam concorrendo conforme os demais que estão enquadrados nos cargos do PCCS 2008, sem prejuízo da classificação”. De acordo com a direção regional: “isso por si já é um documento que garante ao empregado manter a sua colocação. Ele só não aparece ou não pode fazer novo cadastro porque o sistema ainda não reconhece. Este é um problema que a empresa passa também quando implanta um novo sistema. A direção regional justifica alegando que estes problemas demoram um pouco para serem solucionados, mas reafirma que está garantida a posição dos trabalhadores”.

Como encaminhamento a ECT/SC se comprometeu a enviar resposta em documento para o sindicato. A orientação é para que os trabalhadores imprimam as informações do SNT (direto da tela do sistema) e encaminhe para o sindicato tomar as providências jurídicas.

Desconto indevido dos dias parados

Os trabalhadores que já pagaram os dias não trabalhados durante a greve tiveram descontados quatro dias na folha de pagamento. A empresa reconheceu o erro e, portanto, o sindicato exigiu que fosse feita a devolução  dos valores e uma nota com pedido de desculpas aos trabalhadores.

A direção regional acatou a sugestão do Sintect/SC e se comprometeu em publicar a nota sobre o assunto. A direção justificou que este erro ocorreu por problemas no sistema e nos lançamentos realizados pelos gestores. Os recálculos e o pagamento seriam efetuados até o dia 6 de junho. Os valores menores serão devolvidos na folha de pagamento.

Relação entre sindicato e ASGET

A diretoria ressaltou os problemas de relacionamento entre sindicato e ASGET que está sendo ocasionado pelos interesses difusos do ASGET. Ele participa da Assembleia dos trabalhadores na condição de representante da empresa, trabalhador sindicalizado e representante de uma corrente política. Os dirigentes ressaltaram que estando ASGET, os interesses tornam-se conflitantes.

O gestor é ao mesmo tempo filiado ao sindicato e representante da ECT orientado por pretensões políticas. Nada disso teria repercussão se os interesses particulares do ASGET não tivesse influência em suas ações, dificultando o trabalho dos dirigentes sindicais, como pode ser observado na má-relação da intermediação empresa/sindicato. Exemplo disso tem sido o constante desgaste proporcionado pela falta de esclarecimento do ASGET sobre a situação da empresa.

De acordo com o dirigente da ECT/SC o ASGET não pode misturar os interesses, mas afirmou que não vai entrar no mérito da discussão.  

Acesso ao site do sindicato

A direção regional se comprometeu em avaliar e solucionar os problemas técnicos nas unidades onde os trabalhadores não tem acesso ao conteúdo do site do sindicato. Os trabalhadores podem contribuir informando quais são as unidades em que não se consegue acessar a página do Sintect/SC na internet.

Delegados Sindicais e as más condições de trabalho nas unidades

Ficou para a próxima reunião, a ser realizada no dia 19/06, a discussão sobre a situação dos delegados sindicais e sobre as más condições de trabalho nas unidades.

 

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